Homo naledi, uma “nova” espécie do gênero Homo, é descoberto na África
Uma nova espécie primitiva do gênero Homo foi encontrada no continente africano, revelaram cientistas nesta quinta feira (10). Uma descoberta que, segundo os pesquisadores, “é diferente de tudo o que já vimos até então”.
A nova espécie, batizada de “Homo naledi“, foi encontrada em um sistema de cavernas conhecido como Rising Star, a 50 km de Joanesburgo (África do Sul), onde há dois anos mais de 1.550 fósseis de diversas espécies tem sido encontradas. O termo star (estrela), na língua local, é traduzido como naledi – daí o motivo do nome da espécie. Esta descoberta, contudo, é diferente de todas as outras feitas no local. Ela foi anunciada pela Universidade de Witwatersrand, de Joanesburgo, pela National Geographic Society e pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Sul-Africano / Fundação Nacional de Pesquisa.
“É uma descoberta sem precedentes no registro fóssil hominídeo”, afirmou John Hawks, professor de antropologia da Universidade de Wisconsin e um dos autores do artigo que descreve a nova espécie.
Foram encontrados restos de pelo menos 15 indivíduos distintos (bebês, crianças, adultos e idosos), no fundo de um túnel escuro e muito apertado, a cerca de 90m da entrada da caverna e com menos de 20cm de largura. Na primeira expedição, ao longo de um período de 21 dias, mais de 60 cientistas, entre paleontólogos e espeleólogos, trabalharam em conjunto para remover os fósseis dali. Após considerarem várias hipóteses que explicassem a disposição do corpos, além do fato de não terem sido descobertos restos de qualquer outra espécie ali, os pesquisadores chegaram à conclusão de que estavam diante de uma câmara mortuária, onde os corpos eram cuidadosa e intencionalmente colocados, no que passou a ser considerada a mais antiga forma de rito funeral já descoberta.
“É uma descoberta sem precedentes no registro fóssil hominídeo”, afirmou John Hawks, professor de antropologia da Universidade de Wisconsin e um dos autores do artigo que descreve a nova espécie.
Foram encontrados restos de pelo menos 15 indivíduos distintos (bebês, crianças, adultos e idosos), no fundo de um túnel escuro e muito apertado, a cerca de 90m da entrada da caverna e com menos de 20cm de largura. Na primeira expedição, ao longo de um período de 21 dias, mais de 60 cientistas, entre paleontólogos e espeleólogos, trabalharam em conjunto para remover os fósseis dali. Após considerarem várias hipóteses que explicassem a disposição do corpos, além do fato de não terem sido descobertos restos de qualquer outra espécie ali, os pesquisadores chegaram à conclusão de que estavam diante de uma câmara mortuária, onde os corpos eram cuidadosa e intencionalmente colocados, no que passou a ser considerada a mais antiga forma de rito funeral já descoberta.
“Até esta descoberta, pensávamos que comportamentos rituais direcionados aos mortos, como enterros, era exclusiva dos Homo sapiens”, disse Lee Berger, professor e pesquisador da Universidade de Witwatersand. “Nós nos enxergamos como diferentes. Agora, estamos vendo uma espécie com a mesma capacidade [de sepultar os mortos como os Homo sapiens], e isto é uma coisa extraordinária!”
Através da reconstrução do Homo naledi, foi possível verificar que os indivíduos adultos mediam cerca de 1,5m de altura e pesavam pouco mais de 45 quilos, tendo um cérebro do tamanho de uma laranja média. Tinham quadris semelhantes aos nossos mais antigos ancestrais, mas suas pernas e seus pés eram muito semelhantes aos dos humanos atuais, além de suas mãos sugerirem a capacidade de usar ferramentas. Esta é uma combinação surpreendente de características que pertenciam aos gêneros Australopithecus e Homo até agora nunca vista. “De um modo geral, o Homo Naledi se parece com um dos membros mais primitivos do nosso gênero, mas também tem algumas características surpreendentemente semelhantes às humanas – suficientes para justificar sua colocação no gênero Homo!”, disse Hawks. Esta espécie poderá melhorar o entendimento de como ocorreu a transição entre o australopiteco e os humanos primitivos.
E é só o começo! Jamie Shreeve, o editor executivo da seção científica da National Geographic, observa que estes achados representam apenas uma pequena parte do que se acredita estar naquela caverna. “Esta câmara não reveleou ainda todos os seus segredos”, diz Berger. “Há potencialmente centenas, se não milhares, de restos de Homo naledi ainda lá em baixo.”
E é só o começo! Jamie Shreeve, o editor executivo da seção científica da National Geographic, observa que estes achados representam apenas uma pequena parte do que se acredita estar naquela caverna. “Esta câmara não reveleou ainda todos os seus segredos”, diz Berger. “Há potencialmente centenas, se não milhares, de restos de Homo naledi ainda lá em baixo.”
Vi No: Papo de Primata
Uma
nova espécie primitiva do gênero Homo foi encontrada no continente
africano, revelaram cientistas nesta quinta feira (10). Uma descoberta
que, segundo os pesquisadores, “é diferente de tudo o que já vimos até
então”. - See more at:
http://papodeprimata.com.br/homo-naledi-uma-nova-especie-do-genero-homo-e-descoberto-na-africa/#sthash.hwLdOv81.dpuf




0 comentários:
Postar um comentário
Comente ai seu Nerd! :D