Brasileiro começou com games no programa da Xuxa. Hoje, 'revolucionou' o Fifa
Num passado não muito distante, quem mandava nos jogo de futebol era a série "Pro Evolution Soccer", da Konami. Mas nos últimos cinco anos, quem dita o ritmo no mercado de games de esporte é o Fifa, da EA Sports.
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| Gilliard Lopes, produtor do Fifa |
Nem todo mundo sabe, mas um brasileiro é um dos principais responsáveis pelo Fifa ser hoje o game mais vendido do mundo. Mesmo que ele mesmo negue isso, o carioca Gilliard Lopes, produtor do jogo de futebol da EA Sports, foi um dos principais responsáveis pela revolução na série.
"Eu não diria que sou responsável, mas sou parte dos esforços da própria EA em tornar isso realidade com a abordagem de trazer gente que não só entende de desenvolvimento de games, mas que entende de futebol", disse Lopes, ao ESPN.com.br.
"Eu não diria que sou responsável, mas sou parte dos esforços da própria EA em tornar isso realidade com a abordagem de trazer gente que não só entende de desenvolvimento de games, mas que entende de futebol", disse Lopes, ao ESPN.com.br.
Formado em Ciências da Computação, Lopes desde cedo teve a paixão pelos games e futebol presentes em sua vida. "Meus colegas, quando os pais colocavam de castigo, prendiam eles dentro de casa. E meus pais me colocaram fora de casa porque tudo que eu queria fazer era jogar videogame. Mas quando estava sol, tinha a disputa do futebol", contou.
A vida no mercado de trabalho começou cedo, antes mesmo de ingressar na faculdade. Aos 16 anos, Gilliard e outros dois amigos abriram um estúdio para produzir games. "Teve uma época em que o "boom" era ter um joguinho em seu programa de TV. E a gente fez muitos. No TV Xuxa, por exemplo, a gente fez uma competição chamada "Conquista de Titãs", que era uma competição entre meninos e meninas que rodou durante dois anos. A gente ia lá, rodava o jogo, foi um grande sucesso".
"A gente teve sucesso, mas para dar o próximo passo e fazer jogos de grande porte aqui no Brasil é praticamente impossível", afirmou o brasileiro.
A vida no mercado de trabalho começou cedo, antes mesmo de ingressar na faculdade. Aos 16 anos, Gilliard e outros dois amigos abriram um estúdio para produzir games. "Teve uma época em que o "boom" era ter um joguinho em seu programa de TV. E a gente fez muitos. No TV Xuxa, por exemplo, a gente fez uma competição chamada "Conquista de Titãs", que era uma competição entre meninos e meninas que rodou durante dois anos. A gente ia lá, rodava o jogo, foi um grande sucesso".
"A gente teve sucesso, mas para dar o próximo passo e fazer jogos de grande porte aqui no Brasil é praticamente impossível", afirmou o brasileiro.
"Chegou o momento onde não tinha outro caminho senão ir para fora para crescer na carreira. Foi aí que eu comecei a mandar meu currículo. Tive sorte de que uma das empresas que retornou foi a EA. E quando soube que era Fifa, a junção das minhas duas paixões (futebol e videogame), não tinha outra opção. Foram cinco entrevistas por telefone, e eles falaram que já estavam convencidos de me contratar e perguntaram se eu queria conhecer o estúdio. Eu nem queria só conhecer, queria já ir para lá. Foram 10 anos de luta e muito autodidata, não existe curso para trabalhar nessa área", completou.
O cargo e a responsabilidade de fazerem do Fifa o game mais bem sucedido do gênero vieram há seis anos. E a EA Sports queria não só gente que gostasse de games, mas que entendesse realmente a fundo sobre futebol.
"A gente queria fazer a simulação mais real possível do futebol. E foi isso que fez com que a gente jogasse o jogo inteiro fora em 2006, aí nós nos tornamos líderes de mercado. Não diria que sou responsável, mas o fato de eu estar lá com a liberdade criativa que a EA me dá contribuem".
Mas como é ter como emprego jogar videogame? Gilliard diz que fora do ambiente de trabalho não costuma ficar "vidrado" mais do que os gamers comuns.
"Trabalhar no videogame é diferente. E eu só conheço o Fifa por dentro. Eu jogo em casa, mas a experiência é diferente. No trabalho, parece que eu estou no modo desenvolvedor, onde eu estou prestando atenção nos defeitos. E em casa é no modo diversão. Eu jogo nem mais nem menos do que uma pessoa casada consegue jogar de videogame. Umas 10 a 15 horas. Mas gostaria de jogar mais".
O cargo e a responsabilidade de fazerem do Fifa o game mais bem sucedido do gênero vieram há seis anos. E a EA Sports queria não só gente que gostasse de games, mas que entendesse realmente a fundo sobre futebol.
"A gente queria fazer a simulação mais real possível do futebol. E foi isso que fez com que a gente jogasse o jogo inteiro fora em 2006, aí nós nos tornamos líderes de mercado. Não diria que sou responsável, mas o fato de eu estar lá com a liberdade criativa que a EA me dá contribuem".
Mas como é ter como emprego jogar videogame? Gilliard diz que fora do ambiente de trabalho não costuma ficar "vidrado" mais do que os gamers comuns.
"Trabalhar no videogame é diferente. E eu só conheço o Fifa por dentro. Eu jogo em casa, mas a experiência é diferente. No trabalho, parece que eu estou no modo desenvolvedor, onde eu estou prestando atenção nos defeitos. E em casa é no modo diversão. Eu jogo nem mais nem menos do que uma pessoa casada consegue jogar de videogame. Umas 10 a 15 horas. Mas gostaria de jogar mais".
Vi No: ESPN

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